Você já olhou para fora da janela hoje?

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Busca pela Sabedoria

Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para perguntar-lhe como é que se deveria viver para adquirir a sabedoria. O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:

- Vou encher uma colher de azeite e você vai percorrer todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.

Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão andando com passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:

- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu os aromas das flores maravilhosas do jardim? Escutou o canto dos pássaros?

Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não, e o ancião disse:

- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.

Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.

E o ancião disse:

- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida, vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.

Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver. Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.

Extraído de material institucional da Associação Palas Athena.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Liberdade?

Que palavra mais doce...Liberdade...

A Liberdade externa tem sido duramente conquistada através dos regimes políticos ocidentais. No entanto, os avanços são lentos para uma sociedade com um modelo político que já apresenta vários sinais de esgotamento.

E o que dizer da Liberdade interna? Humm, aí a coisa complica ainda mais. Quantas prisões não criamos para nós mesmos? Quantos modelos mentais estabelecidos por gerações anteriores que ainda determinam nossas ações e medos?

Bom, como a reflexão sobre Liberdade interna daria um post grandinho, vou somente esquentar o assunto com o documentário "Taking Liberties", sobre as ações do governo Blair para suprimir as Liberdades individuais.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A espiritualidade começa no CORPO

Acabei de voltar daquele curso no SESC Paulista. São somente 5 dias de atividade, ministradas por pessoas diferentes.

Hoje conheci a Sandra, uma especialista em corpo e suas relações com o meio ambiente.

www.sandrataiar.com.br

Você já teve a sensação de ser somente sua mente?

Já esqueceu que há um corpo andando com sua cabeça?

O que pode ser feito para manter a presença e uma constante integração entre corpo - mente - espírito no dia-a-dia das baias, reuniões e laptops?

Novo Blog

Curingas,

Confesso que me empolguei com este papo de blog e decidi criar um pessoal.

Nas últimas semanas comecei a postar e agora já há algo. Ainda não tive tempo de incluir muitos posts. Em todo o caso, de vez em quando apareçam por lá...

http://gestaointegral.blogspot.com/

A Conduta Única de Ghandi

Mulher e filho chegam à casa de Ghandi para pedir sua ajuda:

- Paizinho, por favor peça ao meu filho para comer menos açúcar, não sei mais o que fazer com o menino...

Ghandi responde:

- Por favor volte dentro de 1 mês e resolveremos o problema.

Depois de 30 dias, voltam mãe e filho. Ghandi recebe-os com um grande sorriso e diz:

- Menino, páre de comer açucar branco, faz muito mal à sua saúde e...

A mãe interrompe: - Mas, paizinho, por quê nos fez esperar um mês inteiro para dizer isso? Por que não conversou com o menino antes?

- Porque há 30 dias atrás, minha filha, eu também comia açúcar...

Parece que grande parte de nossos problemas como sociedade vêm do fato de estarmos acostumados a ter uma conduta pública e outra pessoal; políticos, executivos e até celebridades querem ser julgados por resultados e publicidade, mas não pelo que acontece entre quatro paredes.

Ghandi acreditava tanto nisso que passou (ao todo) 7 anos preso por discordar repetidamente com a tirania britânica e a classe dominante indiana. E sem mudar suas convicções...

E você, curinga, está em paz consigo mesmo? Consegue falar, sentir e agir as mesmas coisas?

Empreendedores do mundo, uni-vos!

2 rápidas idéias "verdes" para adicionar na lista, quem vai achar a coragem?

GreenIrene - "Home makeovers" para tornar sua casa "eco-friendly".
Vegawatt - Reaproveitamento de óleo vegetal de restaurantes para gerar eletricidade e água quente.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Inferno é Aqui !!!


Ah, foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou.
Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva.

Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.

E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim? (...)

- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.

Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo"executiva"?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá.. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?

- Hã?

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: "O melhor céu da América Latina".

- Fantástico!

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???... !!!...??? ...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.

- Incrível!
- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.

- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Autor: Max Gehringer (Revista Exame)

PARIS - Crise, Luxo e a Moralização do Capitalismo

Olá amigos Curingas, volto ao assunto com um empurrãozinho de alguns artigos que encontrei e proclamo a discussão de uma Nova Economia!


Proponho que esta discussão seja feita em Paris, degustando brioches, acompanhados por uma taça de champagne local.

Mas sirvam até a metade, afinal, não queremos disperdiçar!


Lá mesmo, Paris, onde onde revolução e o pensamento progressista andam junto com futilidade e etiqueta, gerando uma curiosa reação sobre os efeitos da crise no berço da cultura e do luxo.
Dirigentes de empresas francesas que definem o que é luxo na moda, bebidas e alimentos, mantém a pose, dizem não estar nem pensando na crise, apesar de estarem demitindo. Por outro lado, uma classe de pensadores fala sobre uma nova revolução, a hora de extinguir totalmente o luxo como forma de "purificação moral".

Os mais sensatos veem aí um ótima oportunidade para tocar no assunto da moralização da economia, sugerindo aos vendedores do luxo que baixem seus preços e aos franceses que levem uma vida mais simples. Tomando as rédeas da discussão, Sarkozy juntou-se a Tony Blair e a alguns ganhadores do Nobel nos primeiros dias deste ano (New World, New Capitalism symposium) para dizer que o capitalismo - puramente financeiro - virou um sistema imoral, onde a lógica de mercado está acima de qualquer coisa. Propõe a discussão de um novo capitalismo, sugerindo inclusive uma regulação maior do Estado, ou de uma instituição internacional formada para isso.

A discussão tocou em uma cooperação internacional para um capitalismo responsável, que encoraje a responsabilidade social e ambiental, com regas e métricas mais claras para o mercado financeiro e controle maior dos preços de energia (hum, complicado não?). Sarkozy também falou sobre não aceitar a dominação ideológica dos EUA e sobre políticas protecionistas que devem ser tomadas quando um país faz uma ajuda grande a uma dada indústria, como está ocorrendo na indústria automobilística. (Hum, por essas e por outras muitos dirigentes de países convidados não compareceram).

Contradições à parte, não será nada fácil... Espero que a discussão traga novos caminhos que não sejam barrados e nem caiam nas nuvens dos problemas muito difíceis de serem discutidos...

Um capitalismo "mais moral" é subjetivo o bastante para você caro Curinga? Continuemos otimistas.

Para finalizar a "provocação". No último dia 14, em um encontro de estudantes budistas em Varanasi, sua santidade o Dalai Lama disse que a causa da crise econômica é uma crise moral mundial - "o egoísmo e a falta de espiritualidade e cultura no mundo são as causas-chave da crise no mercado financeiro mundial" - "as pessoas esqueceram como suas próprias riquezas e as dos outros estão conectadas". Disse também que a solução está em reconhecer nossa interdependência, o valor da educação e a proteção do meio ambiente, que precisamos diminuir nosso interesse pelo consumismo, sermos menos egoístas e entendermos que se queremos sobreviver e sermos felizes, todos devemos sobreviver em conjunto.

No dia 2 de abril, em Londres, o grupo de Sarkozy e Blair se reunirá de novo para definir a estrutura de um novo sistema capitalista. Vamos acompanhar. O que você acha que deve constar nesta estrutura?


Boa discussão, e por favor alguém me passa o foi-gras para eu passar no pão...

Pra quem quiser ver mais, baseei-me nos artigos: