Você já olhou para fora da janela hoje?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Choose Life
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
SALVAGUARDAR A LUCIDEZ
Uma conhecida história conta que o rabino viu um sujeito correndo desenfreado pelo mercado. Esbaforido, segurava com uma mão a mala e com a outra o chapéu para que não voasse. O rabino chamou o homem que, entre golfadas de ar, o cumprimentou. “Para onde você corre com tanta pressa?”, perguntou o rabino. “Como assim?”, disse o homem, não escondendo sua irritação por ter que parar. “Estou tentando ganhar a vida e corro atrás de meu sustento! Há oportunidades lá na frente que, se eu não correr, serão perdidas!” “E como você sabe que as oportunidades estão à sua frente?”, disse o rabino. “Quem sabe elas estão ao seu lado, ou, pior, talvez estejam atrás e você se afastando cada vez mais delas?” O homem ficou sem ação, ao que o rabino concluiu: “Meu amigo, não estou dizendo que não deva ganhar seu sustento, mas me preocupo que, na obsessão com seu ‘ganhar’, esteja comprometendo a ‘vida’.”
Realmente há algo de errado na expressão “ganhar a vida”, até porque a vida já está ganha. A diferença entre “vida” e “sustento” está no centro das questões de nosso tempo. Será pela qualidade dessa reflexão que teremos um futuro amigável ou litigioso. Fazer a vida girar em torno do sustento é algo semelhante ao vício cultural de dizer que o “sol nasceu”, implicando que é ele e não a Terra que experimenta o movimento de rotação. Saber distinguir o pivô do que é orbital é o início de toda a inteligência e a possibilidade de anteciparem-se mecânicas e trajetórias.
O nosso mundo é bem caracterizado por esse sujeito com uma mão na mala e outra segurando o chapéu. A mala é representativa de nosso materialismo desmedido, já a mão que segura o chapéu é simbólica da desagregação da identidade num individualismo exacerbado. O mundo é hoje regido pelo sustento. Essa foi a grande parceria entre comunismo e capitalismo que, mais do que adversários, estabeleceram definitivamente o sustento como a haste central de políticas públicas e da cultura. Talvez, em seu embate secular, ambos os sistemas tenham nos distraído da revolução central na cultura planetária que promoviam. Hoje, com todos os dados que temos do litígio que teremos com o futuro, ainda assim há uma lógica do “sustento” que se sobressai à lógica da vida. E nós não ficamos chocados com isso. Nós entendemos. O impacto econômico seria por demais desestabilizador. Interesses importantes ficariam comprometidos. Compreendemos e acolhemos a mesma lógica nazista, indiscutivelmente racional, que não se poupou em usar a vida como combustível para alimentar o desenvolvimento sustentável das circunstâncias de então.
E as políticas de sustentabilidade são hoje um band-aid em fratura exposta. Paliativos que terão pouco impacto na força acumulada pela inércia da cultura. É a cultura que alavanca o movimento maior de massas, de bilhões que não poderão mudar de curso de um dia para o outro. Está na hora de não corrermos mais para a frente. Para o sustento que está sempre na frente. Estabelecer economias de crescimento como única opção de futuro não exige grande dom profético para antever o desastre. Não será bolha, será implosão mesmo. É hora de olharmos para o lado e até para trás e esperarmos por uma nova revolução na cultura humana. Uma revolução que se valha de outras sensibilidades que não apenas a racionalidade. Foi ela que construiu todas as revoluções do século XIX e que afetam a nossa cultura até hoje. Esse iluminismo cultural desbancou a vida e ungiu o sustento. As várias fomes da vida se fizeram em uma única, a do sustento, e está difícil alimentá-la.
O dia do Kipur é um dia para se ter coragem de falar sobre acertos que provavelmente não faremos. Mas essa prática não se faz vazia por conta da dificuldade em promover transformação. É que queremos salvaguardar a lucidez e mantê-la como uma chama para que, em condições favoráveis, ela realimente a labareda de uma nova cultura. Uma cultura na qual, por exemplo, crescer e ter mais não signifique sempre qualidade, em que as oportunidades talvez estejam em não crescer, ou até em decrescer. Celebrar a lucidez nos dá a dimensão de nosso pecado; jejuar dá espaço para outras fomes. E só quando essas fomes forem despertas no ser humano haverá sustento para todos.
NILTON BONDER é rabino e escritor.
sábado, 11 de outubro de 2008
MEDITAÇÃO - PARTE II
Este é um centro que ele fundou na França e de onde gera seus ensinamentos.
www.plumvillage.org
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
MEDITAÇÃO - ANTROPOSOFIA
A MEDITAÇÃO ANTROPOSÓFICA E EXERCÍCIOS COLATERAIS
No capítulo "O conhecimento dos Mundos Superiores" de seu livro A Ciência Oculta (Editora Antroposófica, 1998), Rudolf Steiner introduziu os chamados "exercícios colaterais" (Nebenübungen) essenciais para uma atividade meditativa. Eles também podem ser encontrados no capítulo "A Senda do Conhecimento" de seu livro Teosofia (Ed. A., 1994). Segundo ele, para quem não pratica esses exercícios a meditação torna-se, na melhor das hipóteses, inefetiva, podendo mesmo chegar a ser prejudicial, como o desenvolvimento de ilusões, ficar-se incapacitado de distinguir entre verdade e erro, ou de conduzir a vida adequadamente, etc. Os exercícios devem ser feitos diariamente pelo menos durante alguns minutos, introduzindo-se-os gradualmente (por exemplo, de mês em mês) na ordem dada, e são os seguintes:
- Controle do pensamento. Trata-se de se concentrar o pensamento em algo bem simples do mundo real, podendo ser um objeto como um lápis, um alfinete, um sapato, etc. Deve-se pensar em tudo o que diz respeito ao objeto escolhido, e evitar todo o pensamento que não diga respeito direto ao mesmo. Steiner cita que se pode enfocar aspectos como quais as partes que compõem o objeto, as formas do mesmo, os materiais de que é feito, quando o objeto foi inventado, seus usos, etc., e recomenda particularmente que se faça esse exercício sobre objetos artificiais, que são fruto do pensamento humano e podem ser totalmente compreendidos. Quem pratica esse exercício percebe como nosso pensamento tem asas, querendo voar por paragens que não pretendíamos visitar. É necessário continuamente forçá-lo a voltar ao tema central escolhido.
- Controle da vontade. Trata-se de tomar uma decisão de realizar algo fisicamente, e cumpri-la. Assim, em lugar de se ser dirigido por eventos exteriores, executa-se algo por decisão exclusivamente própria. Para isso, é importante escolher uma ação que não tenha nada com a vida normal. Um bom exercício, segundo Steiner, é decidir-se executar no dia seguinte uma ação trivial; podemos citar, nesse sentido, ações como rodar um anel no dedo, ou o relógio no pulso, ou olhar para as núvens, ficar nas pontas dos pés, etc. Esse exercício deve ser feito sempre em momentos determinados do dia, tais como uma certa hora (não é preciso ser exato ao minuto), logo ao acordar, antes de uma refeição, ao abrir a porta de casa, etc.
- Serenidade nos sentimentos (eqüanimidade). É importante para a meditação posterior que a alma adquira serenidade, tornando-se soberana em relação ao prazer e à dor. Não se trata de não se sentir sentimentos profundos, mas sim que eles não nos coloquem fora de controle. Steiner denomina a isso "domínio da expressão do sentimento". Isto é, devemos ter sentimentos, mas não deixar que eles nos "tenham". Exemplos de perda de controle são entrar-se em desespero, chorando copiosamente, ou ficar fora de si de alegria. Mas também é importante evitar sentimentos ligados à futilidade, raiva, etc. Trata-se de se conscientizar dos próprios sentimentos, devendo ser praticado sempre que tais manifestações possam ocorrer.
- Positividade. Trata-se de encontrar em qualquer situação o que é belo ou bom, no meio do que é mais feio ou maldoso. De fato, não há praticamente nada no mundo que seja 100% feio ou mau. Steiner chama a atenção para não se cair em falta de discernimento, confundindo o mau com o bom, e sim reconhecer que sempre há um lado bom em tudo, por menor que esse lado seja.
- Abertura (receptividade) e imparcialidade. Deve-se sempre estar aberto a todas as novidades, por mais absurdas que possam parecer. A atitude correta é dizer-se "parece estranho, mas vou investigar", eliminando-se preconceitos. Steiner diz que é possível sempre aprender-se algo de novo "de cada sopro de ar, de cada folha". Não se deve ignorar experiências passadas; por outro lado, deve-se sempre estar pronto a adquirir novas experiências.
- Harmonização. Os 5 exercícios anteriores devem ser praticados adicionando-se um a um paulatinamente; cada novo exercício deve ficar em destaque, sem que se abandonem os anteriores. Quando eles tornarem-se parte do dia-a-dia do praticante, deve-se procurar produzir um equilíbrio entre eles, a fim de que passem a fazer parte de nossa própria natureza.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Uma visão integral sobre as eleições nos EUA
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
PLANOS DE DESENVOLVIMENTO
Mas será que os modelos utilizados atualmente fazem sentido?
Não sei, mas algo me diz que não. Hoje assisti às apresentações dos projetos dos Estagiários da JC e percebi que a maioria está fazendo folhetos e faturamentos.
Quais são os critérios que as empresas usam para montar estes Planos de Desenvolvimento?
- Competências
- Pontos de Melhoria
Basicamente isso.
E o problema se explica. Porque as competências são somente aquelas ligadas diretamente às atividades profissionais do dia-a-dia e que a empresa enxerga como fundamentais para seu real objetivo - se perpetuar ganhando cada vez mais. Coisas do tipo: inovação e desafio do status quo, liderança em situações adversas, maturidade etc.
Há também o foco para que o "colaborador" (êta nome tosco!) desenvolva seus pontos fracos. E isso, com abordagens superficiais como cursinhos de prateleira e mais projetos do dia-a-dia, além de termos preenchidos em Words que nunca viram realidade.
O que seria um Plano de Desenvolvimento Integral?
Não sei, mas talvez um que possibilite o Desenvolvimento profissional e também pessoal do Ser Humano. As empresas adoram separar os papéis, mas cada vez mais acredito que simplesmente não dá para fazer isso...Se você tem uma vida pessoal detonada, sem saúde, com maus hábitos, não será um gênio maravilhoso no ambiente empresarial...
Assim, um caminho seria definir as competências que respeitem esta Vida Integral que respondam às 5 Saúdes baseadas na Antroposofia:
SAÚDES & COMPETÊNCIAS
- Física - hábitos saudáveis relacionados ao equilíbrio em alimentação, esportes, horários, etc
- Espiritual - busca respostas para os dilemas existenciais
- Intelectual - pensamento estruturado e crítico
- Emocional - inteligência emocional
- Social - atuação autêntica no mundo
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Get Up! Parte 4
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Talentos Invisíveis
A cada vez que o leio, vejo o quanto é possível ganhar dinheiro desde que se saiba valorizar seu produto. Em síntese tudo o que ele e a Amana Key dizem é simples e essencial e talvez exatamente por isso se diferencie tanto dos modelos ultra complexos vendidos pelas super consultorias do mercado...
Outro aspecto é que ele sabe muito bem convocar para momentos de reflexão e uma das técnicas principais é perguntar mais do que falar...Vejam como ele faz isso bem no texto em questão.
***********************************************************************************
TALENTOS INVISÍVEIS
Excelentes oportunidades de negócios podem ser perdidas por falta de pessoas bem preparadas. Ou seria porque elas estão ocultas?
Em décadas de trabalho ajudando grandes organizações a reinventar suas estratégias e introduzir inovações radicais, descobri que há muitas coisas que seus próprios líderes desconhecem: espaços vazios no mercado ou oportunidades de parcerias inusitadas, por exemplo. É também o caso dos “custos invisíveis” (o custo de começar muita coisa e não terminar, o custo dos problemas de relacionamento, o custo dos controles excessivosetc.),quenãoaparecemnos demonstrativos de resultados nem nos sistemas de informações gerenciais. Entre todas essas coisas que os líderes desconhecem estão também os talentos ocultos da organização.
São talentos invisíveis. Estão escondidos sob as asas de chefes inseguros, até incompetentes. Ou ocultos por pilhas de trabalhos operacionais muito aquém de seu potencial. É também o caso de pessoas que trabalham para verdadeiros líderes (executivos que estão em busca de talentos o tempo todo) mas que passam despercebidas. Estão tão perto que o líder não consegue enxergá-las. É o caso da secretária- executiva que já está pronta para comandar uma unidade inteira na área de negócios, mas permanece invisível para o chefe e outros diretores. Seu lado “secretária” é tão brilhante que até ofusca o seu lado “executiva”…
Um bioquímico deixou um centro de pesquisa para se tornar um executivo de sucesso em um banco estrangeiro.
Às vezes o talento está oculto até para a própria pessoa. É o caso do bioquímico que, após dez anos de trabalho num centro de pesquisa, muda de área e faz carreira de sucesso como executivo de um banco multinacional. Indagado sobre a causa de sua meteórica ascensão, o cientista a atribui à sua capacidade de resolver problemas complicados: “Descobri apenas que, comparados às equações complexas que tinha de resolver no campo da bioquímica, os problemas típicos de um banco me parecem muito simples”.
E a sua empresa? Como está nessa equação de reserva de talentos como prioridade estratégica? Tentando se curar das ressacas causadas por sucessivos downsizings? Arcando com as conseqüências dos saques contra o futuro, feitos nas últimas décadas sob a forma de cortes nos investimentos em pessoas? Constatando que a estratégia de comprar talentos no mercado tem sérias limitações, principalmente em épocas de escassez global de talentos?
E como resolver de forma realista o atual problema da escassez de talentos? Investindo na detecção e no desenvolvimento dos talentos ocultos da empresa ou do próprio mercado? Resgatando a “equação talentos” e trazendo-a para o centro da agenda estratégica da organização, onde sempre deveria ter estado? Investindo na criação de uma incubadora de talentos? Assegurando um design organizacional inovador, que otimize os talentos existentes, inclusive os ocultos? Adquirindo outras empresas não pelos seus produtos, carteira de clientes ou market share, mas pela reserva de talentos que possuem?
A propósito, como estão os talentos ocultos dos principais líderes da sua empresa? Quantos deles têm enorme capacidade para detectar e desenvolver outros líderes e não sabem?
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Ânimo
- Que horas são?- depende, no Brasil ou em Changai? Ou Beijing, como eles dizem... er... é que esse é meu fuso nesses dias...
Olimpíadas 2008 - atletas de todo mundo dando o máximo para superarem seus limites e os limites de outros atletas cujos recordes estão sendo quebrados. Ao mesmo tempo, em um lugar oposto do globo estamos nós, trabalhadores do Brasil, vendo TV de madrugada...
Vendo meu estado atual esta é uma ótima desculpa para esta falta de ânimo. Mas não é que pode ser verdade? - volta-e-meia me encontro assim - cansado, cabisbaixo, sem vontade de me comunicar com o mundo externo. A cada barreira que encontro tenho vontade de voltar pra casa e dormir um pouco. Sinto-me com 5% do meu potencial ativo. Desconcentrado, desconectado, dormente. Sou um atleta sem número - desafiando meu limite sem concorrer a nenhuma medalha.
Penso nas armadilhas de pique que Robert Pirsig discute em "Zen e a Arte da Manutenção de Bicicletas" - e me culpo por falta de planejamento. Penso na teoria da motivação e penso que de certa forma não devo estar no lugar certo, ou fazendo aquilo que me realiza...
Mas sei que estou fazendo muita coisa para reaizar meus sonhos.
Então vou correr, ou vou no centro, ou recebo um telefonema, um convite para uma cerveja... e o mundo dá uma volta... Pão e circo... motivação no curto prazo vs. ideais de vida... Correr e dormir... necessáro para me manter "na linha"... e você, precisa de algo pra te manter na linha? O que te anima? O que te motiva?